quinta-feira, 18 de junho de 2009


Por André Rossi

Caros. Este post não tratará de temas decorrentes do noticiário europeu - conforme costumo fazer por aqui. Tampouco de experiências por mim vividas ao longo de minha temporada na Europa. Este texto - que dentro de alguns parágrafos se tornará opinativo - é dedicado a um tema de relevância para nós brasileiros, e para nossa democracia que, em minha opinião, caminha a passos tímidos para o amadurecimento e a plenitude.

Nesta última quarta-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF), enfim, votou sobre a necessidade da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. O resultado: por oito votos a um, o STF decidiu por derrubar o decreto-lei 972 - datado em 1969 - que, entre outras coisas, exige a diplomação específica para a prática do ofício jornalístico.

Creio que o STF - presidido por Gilmar Mendes - acertou ao votar pela extinção da obrigatoriedade. Creio, pois acredito que o ofício de jornalista está baseado na liberdade, tanto pessoal como de expressão. E também na sensibilidade apurada para a captação do fato de interesse público. Por natureza, o jornalista expressa-se intelectualmente, utilizando-se de seu conhecimento humano. Conhecimento esse que não é garantido pelo diploma.

Não se pode privar nenhum criador de transmitir a sua criação. Ainda mais com um decreto retrógrado - que vigorava desde o período ditatorial brasileiro -, como o decreto-lei 972, que ao exigir a obrigatoriedade do diploma cerceia a liberdade de expressão e entra em conflito com o artigo 5° da Constituição Federal de 1988, onde costa: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.

Outra questão é que temos ótimos exemplos de autores que frequentemente assinam as páginas de nossos principais jornais, e que não possuem diploma de jornalista. Economistas, sociólogos, advogados, especialistas na área da saúde, entre outros. A sociedade não pode ser privada do acesso ao conhecimento que esses profissionais tem a lhe oferecer.

Sobre o diploma, - o qual também estou em vias de obter, pois estudo jornalismo - creio que ele está ainda mais agregado de valor após tal medida. Graduar-se no curso de jornalismo significa que, ao menos, o aluno teve contato com os pressupostos teóricos e técnicos que a profissão requer. E sem tais requisitos, sem estar apto, o profissional não se sustenta dentro de uma redação jornalística séria.

Entendo os meios de comunicação como empresas, onde seu principal produto é o texto jornalístico, o fato, que bem apurado vira uma boa matéria ou reportagem. E os meios de comunicação, na condição de empresas, visam o lucro. Para obtê-lo é preciso oferecer ao público produtos bons, de qualidade, sem defeitos. E os donos dos meios de comunicação sabem que a faculdade de jornalismo tem grande influência no processo de formação de novos profissionais, contribuindo, e muito, para a aprimoramento de técnicas na produção de conteúdo jornalístico de qualidade. Ou seja: de acordo com minha opinião, um bom profissional sempre terá espaço cativo no mercado de trabalho. E será valorizado por possuir um diploma de jornalista.

Pelas razões expostas acima, creio que demos um passo importante rumo ao amadurecimento intelectual da imprensa e democracia brasileiras.


quarta-feira, 20 de maio de 2009


Por André Rossi

"A final da Copa do Rei da Espanha foi entre dois países", afirmou Juan Laporta, presidente do Barcelona e candidato nas próximas eleições para o Parlamento da Catalunha. A partida deste tradicional torneio espanhol de futebol foi disputada na última quarta-feira, entre o catalão Barcelona e o basco Athletic Bilbao. Coincidentemente, o governo das duas regiões lutam pela causa independentista dentro do país e, abertamente, utilizam o futebol para seus fins políticos.

Curiosamente, as equipes finalistas da Copa do Rei não se consideram espanholas. O Barcelona é a maior ferramenta política de Laporta, assumidamente nacionalista. Já o Atlético de Bilbao sequer aceita jogadores de fora do País Basco em seu elenco. Ou seja. Algo ia ocorrer na tão aguardada final. E de fato ocorreu...

Ilustração pede, em idioma basco e catalão, que torcedores deem as costas ao Rei Juan Carlos e vaiem o hino espanhol

Dias antes da final circulou na internet uma movimentação
(foto acima do Globoesporte.com) entre catalães e bascos para que, na hora do hino nacional da Espanha, todos os torcedores dos dois times - que se uniram - vaiassem escandalosamente a cerimônia de abertura da partida. Para o Rei Juan Carlos - que estava junto da Rainha Sofia - ver. Ele viu. E não gostou nada.

O estádio Mestalla inteiro vaiou. E o Rei, então, ficou estarrecido. Mas ele já esperava. Há tempos ele sabe dos problemas que enfrenta em não conceder a independência à essas regiões, mais uma vez, que não se consideram espanholas! Confira a transmissão no vídeo abaixo!




(Repare que o repórter é obrigado a falar muito alto ao microfone para que possa ser ouvido diante da arquibancada basca, de vermelho e branco. Repare na desorganização da produção televisiva que não soube planejar a ordem de projeção das imagens. Veja também que nenhum jogador dos dois times sequer canta o hino)

Porém, mais estarrecido ainda ficou o operador e responsável pela transmissão da partida, que estava a cabo da rede de televisão estatal, a TVE. Preocupado e preparado para o enorme protesto que viria, o funcionário teve a infeliz ideia de "censurar" o ocorrido. E então, durante o hino, cortou as imagens do jogo e redirecionou para a torcida do Atlético, em Bilbao, que fazia festa. Ou seja, nenhum espanhol que assistia a partida pela televisão viu, ouviu ou sequer sentiu, as sonoras vaias.

O funcionário bem que tentou corrigir seu erro quando percebeu o tamanho da afronta que havia feito contra a liberdade de expressão. Assim que, no intervalo, transmitiu as imagens gravadas do hino, mas abaixou consideravelmente o áudio. E o que foi uma onda arrebatadora de decibéis, pairou como um sussurro aos ouvidos dos atentos telespectadores espanhóis.


Ao final, devido ao "pequeno deslize" profissional, ele foi demitido por seus superiores. E hoje procura emprego em outras redações. Será difícil para ele, pegou mal.

Já para o Barça não foi nada difícil. Aplicou incontestáveis 4 a 1 no Atlético de Bilbao e ficou com a taça do Rei Juan Carlos. O monarca, ao final de tudo isso, aplaudiu sorridentemente a vitória de um de seus maiores problemas dentro de seu reino: seu filho revoltoso, o Nacionalismo independentista.

terça-feira, 5 de maio de 2009




"Los colores de Brasil en España" é um pequeno documento sobre a influência da cultura brasileira na Espanha. Gravado nas cidades de Valladolid e Salamaca - ambas em Castilla y León -, o vídeo trata dos hábitos de brasileiros que vivem por aqui e a maneira com que mantém alguns aspectos culturais. Creio que o mais interessante seja a mescla entre a cultura brasileira e espanhola. Baseada na alegria, as duas se fundem de maneira fácil e natural.


O vídeo é um material acadêmico, produzido para a matéria "Guiones de Televisión" (Guias de Televisão). Será apresentado na Universidade de Valladolid no dia 11 deste mês.

Los colores de Brasil en España
- 5'46''

Entrevista e roteiro
André Rossi
Marcela Marques
Sabir Agalarov


Câmera
André Rossi

Edição e Design Gráfico

Sabir Agalarov e André Rossi


segunda-feira, 27 de abril de 2009


Leia "Um sofá de cada vez" em PDF!

Álbum do Couch Surfing em Bruxelas e Haarlem. Confira!

Por um mundo melhor, o projeto Couch Surfing proporciona intercâmbio cultural aos seus membros por meio da hospitalidade exercida entre os mesmos. Possui sofá, cama, algum canto disponível ou tem vontade de viajar? Se inscreva, viaje e veja o mundo sob outra perspectiva...Clique e leia reportagem na íntegra!

sábado, 18 de abril de 2009



Reportagem em PDF! Leia Plano de Bolonia!

Pela segunda vez, o Cadência Brasuca fala sobre o Plano de Bolonia. O primeiro post - feito em fevereiro - serviu para apresentar e desmistificar esta importante reforma universitária pela qual passa o sistema universitário europeu. Dessa vez, a pedidos da colega Sarah Piasentin, que desenvolve seu trabalho de fim de curso sobre correspondência internacional, o Blog prepara uma segunda versão do post. Se te interessa, confira!...Leia em PDF!

segunda-feira, 13 de abril de 2009


Foto: Marcela Marques
Fonte: Guia O Viajante Independente na Europa

Por André Rossi
, em Valladolid, Espanha

Bons amigos do Cadência, ao mesmo tempo em que rogo que me desculpem pelo longo intervalo sem postar, digo de antemão que este foi um período realmente rentável para o Blog. Isso porque, ao viajar por três países pude colecionar histórias e experiências, que resultam agora este insurreito Post de retorno à ativa.

Sem mais, no dia 1 de abril, saí para uma pequena jornada que me ensinou muito. Não só sobre países até então desconhecidos, como também sobre a capacidade do ser humano - apesar das adversidades culturais - de falar a mesma língua quando o assunto é humanidade. Retomo a última ideia parágrafos abaixo. Falemos agora sobre a viagem.

Mochila e saco de dormir nas costas, no primeiro dia de abril eu e mais três amigos partimos com o intuito de conhecer Bélgica, Holanda e a cidade de Santander, norte da Espanha. De Valladolid voamos diretamente a Bruxelas, capital belga. Ao sair do aeroporto demos muita sorte ao encontrar com um grupo de estudantes espanhóis que excursavam pelo país. Sem problemas com a língua nos ofereceram uma carona para o centro da cidade, a qual aceitamos com muito gosto.

Confira a GALERIA DE FOTOS de Bruxelas!

Nos despedimos de nossos "conterrâneos" e nos pusemos a procura da rua na qual morava a pessoa que iria nos abrigar na capital belga. Pois é, deixamos hotéis e albergues de lado para apostar na incerteza daquilo que nos era desconhecido. Logo, após alguns minutos de busca, encontramos o que seria nosso alojamento durante os próximos quatro dias.

Ingrid, belga de sorriso fácil e simpatia contagiante, nos recebeu em sua habitação. De aparente meia-idade e assumidamente solteira, logo disse em inglês fluente: "A casa é de vocês. Tenho apenas um sofá, espero que tenham trazido sacos de dormir". O apartamento, grande e confortável, era decorado com artefatos africanos e orientais. Por todos os lados havia instrumentos musicais de percussão, sopro ou cordas, com os quais Ingrid tomava aulas.

Na companhia da jovem chinesa Meng, que também estava hospedada ali, saímos a conhecer Bruxelas. Cidade de negócios, cosmopolita, vibrante e berço da União Européia, a capital belga encanta por sua beleza. Destaque para a irretocável arquitetura gótica do centro. Se a catedral de St. Michel impressiona por sua grandeza, o singelo Manneken-Pis (garoto mijão) é o maior símbolo do país inventor de mais de 400 tipos de cerveja, das batatas fritas e do ótimos chocolates.

Ainda na Bélgica rumamos à Bruges. A 97 km da capital, a cidade é, sem dúvida, uma atração à parte. Seu pequeno centro, do século 13, não mudou muito ao passar dos anos e conserva grande parte da arquitetura medieval. De tão pequena, é possível conhecê-la em uma tarde.

Confira a GALERIA DE FOTOS de Brugges!


Próxima parada, Holanda. Chegamos em Amsterdam, capital do país, no dia 4 de abril, precisamente um sábado. E desde então não tínhamos onde passar a noite, pois não havíamos feito reservas em albergues ou hotéis. Resultado: depois de muita procura passamos a noite no aeroporto da cidade, onde na manhã seguinte despertamos sob ordens policiais. Após a já esperada intervenção matinal, fomos conhecer a famigerada Amsterdam.

Capital e centro nervoso da Holanda, a cidade, com 735 mil habitantes, testemunhou inúmeras guerras religiosas, a invasão nazista e perseguições aos judeus. Crítica dos absurdos fascísticos e do cerceamento à liberdade, compreende uma natureza cosmopolita, liberal e eventualmente transgressora. Ruas com prostitutas em vitrines e pessoas fumando abertamente - o uso da maconha é liberado na cidade. Longe do centro a belíssima Amsterdam passa a ser habitável.

Confira a GALERIA DE FOTOS de Amsterdam!

No dia 6 marchamos até a casa de Jan, um holandês que estava disposto a abrigar viajantes em sua confortável casa. A quinze minutos de trem da capital, a cidade de Haarlem foi nossa morada pelos próximos três dias. Apreciador de filmes, cerveja belga e um bom vinho, nosso hospedeiro nos introduziu na cultura Deutsch por meio da culinária e de viagens feitas ao interior do país. Conhecemos os enormes moinhos e as vastas plantações de tulipas. Preciosidades.

Confira a GALERIA DE FOTOS de Haarlem e Leiden!

O mochilão estava chegando ao seu final. Deixamos os Países Baixos e voltamos a Espanha. Após escala em Dusseldorf (ALE), chegamos a Santander (ESP) no dia 9. E ali ficamos hospedados na casa de Rafael, brasileiro de Salvador da Bahia. Atenciosamente, nos levou para conhecer a vida noturna local, que é bem movimentada. Cidade portuária, que beira o mar, Santander é belíssima. Funde a arquitetura clássica medieval com as belezas naturais características da região. É também conhecida por ser um local propício para a prática do surfe.

Confira a GALERIA DE FOTOS de Santander!

Sobre a ideia pendente parágrafos acima: As pessoas citadas, ao saber da nossa procura por onde dormir, nos ofereceram suas casas através do site Couch Surfing. Neste site de relações sociais, você pode disponibilizar um sofá, cama ou um canto, para que viajantes se hospedem em sua casa. Detalhe importante é que todos eles, enquanto trabalhavam, deixaram as chaves de suas respectivas casas conosco. Improvável? Não.

Quando dizia sobre a capacidade de alguns seres humanos de se entenderem é pelo fato de que, todos nós necessitamos do outro, de conhecer o outro, como ele vive, quais são seus anseios e aflições. Foi uma experiência muito rica, pois nos tornamos amigos de pessoas que sequer conhecíamos e nos ajudaram. Hospitalidade e senso de humanidade não possuem fronteiras.


quarta-feira, 25 de março de 2009



Por André
Rossi

O dia 1 de
janeiro nunca amanheceu tão coberto de esperança, como no ano de 1959, em Havana, Cuba. Esperança em um jovem advogado de 33 anos, líder da luta armada que derrubou 0 regime totalitário cubano, este financiado pelo capital norte-americano. Cada feixe de luz que resplandecia no céu de La Habana, representava a fé de milhões de cubanos na mudança dos rumos do país.

Entretanto, acima de qualquer aspiração democrática,
Fidel Castro quis dirigir os destinos de Cuba sozinho. Sem que ninguém fizesse a ele como ele fez com Fulgêncio Baptista. E para consolidar o poder absoluto, o abnegado leitor de Marx optou pelo Comunismo.

Depois de 50 anos do vendaval
castrista, Cuba segue em um regime falido, que gira em torno da enfermidade de um só homem e seu "irmão fantoche" Raúl Castro. Implacável com oposicionistas, o velho ditador não admite contrariedades. Paga-se caro por contestar-lo. Por conta disso, o fazem longe da Ilha de Cuba.

A Associação Espanhola Cuba em Transição e a Associação de
Iberoamericanos pela Liberdade procuram apoio oposicionista ao regime castrista no exterior. Os órgãos exigem que as democracias de todo o mundo "denunciem os crimes" cometidos pelo exército tirânico entre 18 e 20 de março, do ano de 2003. Na ocasião, 75 democratas cubanos foram presos sob as ordens de Fidel Castro. O episódio ficou mundialmente conhecido como "Primavera Negra".

O episódio e o fato dos presos políticos continuarem no
cárcer, mesmo após seis anos, fez com que as instituições oposicionistas ao regime castrista promovessem um abaixo assinado. Assinado por milhões de cubanos, o documento pede que as grandes democracias do globo "apoiem explicitamente a oposição cubana e demandem com energia a liberdade de todos os cubanos".

O manifesto, que contém assinaturas de importantes artistas, escritores e intelectuais, será entregue a presidentes e chefes de estado de países como Espanha, França, Alemanha, Itália, República Checa, Suécia, Chile, Colômbia, Estados Unidos, entre outros.

Gostou do tema? O Cadência recomenda: La Dictadura Interminable Hot Site.

terça-feira, 17 de março de 2009


O governo do Marrocos está descontente com a atuação dos representantes da comunidade islâmica na Espanha, e considera que é necessária uma reforma urgente na Comissão Islâmica, orgão de representação muçulmana no país. Dessa maneira, o Conselho da comunidade marroquina organizou, na cidade magrebe de Fez, um ambicioso debate internacional sobre o status jurídico do Islã na Europa.

A Comissão Islâmica foi criada por Mohamed VI, rei do Marrocos e representante da dinastia dominante no país, a alauí. Chefiado por Abdellah Boussouf, o órgão, que tem como função defender os interesses marroquinos no exterior, crê em uma grande discrepância entre as leis que garantem a liberdade do culto religioso e a realidade vivida pela comunidade muçulmana.

Na Espanha

Bossouf acredita que, no caso espanhol, é preciso uma profunda reforma na Comissão Islâmica da Espanha, que é composta por duas federações: a União de Comunidades Islâmicas da Espanha e a Federação Espanhola de Entidades Religiosas Islâmicas. O marroquino defende que os muçulmanos "necessitam de um órgão mais democrático". Afirmou até que estas duas instituições "não representam ninguém".

Acontece que as duas federações não possuem uma boa relação entre si, o que paralisa as ações do órgão representante do Islã na Espanha. A situação é vista como "insustentável".

Para o governo marroquino, os muçulmanos que vivem na Espanha deveriam escolher seus líderes por meio de uma eleição de cunho democrático. Outra crítica é dirigida ao arcaico modelo de gestão dos assuntos islâmicos no país. Ou seja, a federações não conseguem atender com êxito, aos anseios de 742.482 muçulmanos no país.

Modelos em estudo

A Comissão Islâmica da Espanha estuda alguns projetos para solucionar a crise.

Elaborar um censo eleitoral para que cada muçulmano conte como um voto ou que a votação seja feita por comunidades islâmicas, sendo que cada uma delas escolheria seu representante.

Outra medida, sugeria pelo especialista em comunidades islâmicas, Ivan Jiménez-Aybar, se constitui em que as comunidades islâmicas elejam seus líderes de maneira autônoma, para que depois seja feita uma segunda eleição entre os então eleitos. O vencedor seria o presidente e teria o auxílio de um vice-presidente. A novo órgão seria chamado de Conselho Nacional.

sexta-feira, 13 de março de 2009



Lembra do "cayuco" do Post abaixo? O que chegou na costa espanhola com 64 pessoas de origem africana e foi interceptado pela polícia de fronteira? Então, na madrugada desta sexta-feira (13) dois prisioneiros fugiram do Centro de Internação Temporária de Estrangeiros do sul de Tenerife, onde estavam instalados após serem capturados.

Segundo o sindicato da Comissão do Corpo Nacional de Polícia o local onde os imigrantes estão retidos "não reúne as mínimas condições de segurança para abrigar detidos".

A polícia acredita que fugitivos sejam os mentores da vinda do grupo no "cayuco" e que tenham a ficha suja por terem cometido delitos graves. Os dois fugitivos são considerados foragidos.

terça-feira, 10 de março de 2009


Por André Rossi

Na última terça-feira (10), a polícia provinciana de Santa Cruz de Tenerife interceptou um bote com 64 pessoas, de origem africana subsahariana que, na ilegalidade, tentavam chegar em território espanhol. Os imigrantes se encontravam em bom estado de saúde.

As autoridades espanholas estão acostumadas a lidar com tentativas frustradas de pessoas que, por diversos motivos, procuram viver no país de maneira ilegal. Frequentemente os chamados "cayucos" (botes) chegam na costa espanhola ao alcance da vista da guarda marítima. Há os que passam desapercebidos. É com estes que a polícia se preocupa. E a população também.

Segundo pesquisa publicada pelo CIS (Centros de Investigaciones Sociológicas), a Imigração é um dos maiores problemas da Espanha. Contudo, quando perguntados qual problema lhes afetava particularmente, a Imigração não figurou nem entre os dez primeiros. Estranho.

Apesar de a Espanha ser o segundo país que mais recebe turistas na Europa (depois da França), os espanhóis ainda estranham essa invasão de estrangeiros, que se resulta em um fenômeno novo por aqui. Durante a Guerra Civil que acabou se configurando numa ditadura militar até 1979, o país quase nunca recebia estrangeiros. Assim que após a abertura política a Espanha passou a ser um dos locais mais procurados para fazer turismo, trabalhar e viver.

Parcelas da sociedade também se mobilizam contra o fato. Os extremistas nazi-fascistas justificam sua aversão por meio da violência. Os moderados criticam e muitas vezes se dizem "indiferentes" à presença do estrangeiro.

É um problema social muito sério por aqui. De antemão afirmo que qualquer atitude violenta deve ser rechaçada. E que os espanhóis não se esqueçam de duas coisas: que a Indústria do Turismo tem responsabilidade considerável na economia espanhola e que enquanto questões fronteiriças representarem juízo de valor, haverá desigualdade social.

Confira o Hot Site do jornal El Mundo sobre Imigração. Com excelência jornalística, esta equipe de repórteres conseguiu englobar todas as questões referentes ao tema.
Clique aqui!

sexta-feira, 6 de março de 2009





Ronaldo marcou época durante sua passagem pelo futebol da Espanha. De Barcelona a Madrid, o atacante encantou os exigentes torcedores espanhóis, conquistou a imprensa com seus lances inacreditáveis, conquistou títulos e marcou gols geniais.

Na última segunda-feira, uma polêmica tornou o golaço de Ronaldo contra o Compostela, marcado em 1997, no gol mais falado por todos os cantos do país.

Na ocasião, o camisa 9 do Barça deixou pra trás nada menos que seis ou sete defensores para balançar as redes adversárias. Após o lance, Robson, treinador do Barça, levou as mãos à cabeça e disse para seus auxiliares do banco de reservas: "Vocês viram o mesmo que eu?". Estava pasmo. Tamanha obra de arte que Ronaldo fora capaz de realizar.

Astuciosa, a Nike, ciente do potencial publicitário agregado ao lance, tratou de comprar os direitos da imagem junto à Federação Espanhola de Futebol. Após desembolsar a quantia de 31.372 euros, a fabricante de material esportivo produziu um comercial com o lance.

Ronaldo, claro, cedeu seus direitos ao seu patrocinador e liberou a veiculação das imagens. Contudo, a Nike esqueceu de pedir autorização aos jogadores do Compostela, que tentaram parar Ronaldo de todas as maneiras, se estes venderiam suas imagens. Resultado: os jogadores entraram na justiça contra a marca.

O veredito saiu na última segunda-feira. Após relatar que o comercial somente se concentrava em Ronaldo, "cuja destreza e habilidade são capazes de fazer lances magníficos, com potencial de vendagem publicitária" e que as imagens "não afetam a dignidade e carreira profissional dos jogadores, o júri deu ganho de causa à Nike. Sem indenização.

Que golaço do Fenômeno! E que vitória da Nike no Tribunal.

quarta-feira, 4 de março de 2009


Por André Rossi

exatos 60 anos, os alemães de Hitler protagonizaram a maior barbárie já vista na história da humanidade. Ao todo, seis milhões de judeus morreram nas mãos dos nazistas, em campos de concentração, como Auschwitz (foto). Como veremos nas próximas linhas, o Holocausto está mais enraizado do que acreditamos.

A empresa alemã Schaeffler, especializada na fabricação de equipamentos para carros se viu envolvida em um escândalo desde a última terça-feira. Isso porque, de acordo com uma investigação realizada pela cadeia televisiva alemã, a Spiegel TV, a empresa alemã utilizou cabelo de vítimas de Auschwitz na produção têxtil de utensílios para automóveis.

A acusação deixa o Governo alemão em situação complicada. Isso porque a companhia pediu ajuda de custo à União para sair da delicada situação econômica, e dessa maneira manter a produção e os 220.000 empregos gerados na fábrica.

De acordo com Jack Lachendro, sub-diretor do Museu do Holocausto, em Auschwitz, foram encontrados nas dependências da Schaffler 1,5 de toneladas de cabelos cortados de prisioneiros judeus, antes que os mesmos percorressem o caminho sem volta das câmaras de gás. Lachendro também mostrou uma trouxa com roupas, supostamente fabricadas com cabelo humano.

De acordo com registros de antigos operários da fábrica, dois vagôes carregados com pelos humanos chegaram aos porões da Schaeffler no ano de 1943. Após análise, constatou-se que a "matéria-prima" continha vestígios de Zyclon B, o gás usado nas câmaras de gás.

Em 1946, ao término da guerra, os irmãos Schaeffler optaram por transferir a sede em Kietrz para a Baviera. E, conforme consta na documentação "oficial", a mesma foi fundada no mesmo ano. Ou seja, a fábrica não considera os anos anteriores.

terça-feira, 3 de março de 2009


Fonte: INEM / El Mundo

Em pesquisa divulgada, nesta segunda-feira (2), pelo INEM (Servicio Público de Empleo Estatal), constatou-se que a onda de desemprego que atinge a Espanha não para de aumentar. As expectativas são péssimas e, para o especialistas, a crise fará com que o quadro fique ainda pior.

Fevereiro atingiu números recordes. Só neste mês 150.000 pessoas foram despedidas. Se acrescido ao número bruto, são 3,5 milhões de espanhóis desempregados. Desde o início da crise econômica que tem molestado a economia global, a situação nunca esteve tão nefasta.

Se a crise afeta toda o Bloco europeu, a Espanha, em especial, é a mais prejudicada. O continente possui uma média de 14% de Paro - em português, desemprego. Enquanto a Europa ostenta a metade da marca, logo 7%.

Com o objetivo de encontrar medidas urgentes para conter o Paro, a Comissão de Seguimento do Diálogo Social da Espanha, que é composta por parte do Governo, sindicatos e empresários, se reuniu nesta segunda pela manhã.

Uma das medidas votadas é o incetivo às empresas para contratarem trabalhadores desempregados. A verba de assistência às pessoas sem emprego seria destinada aos contratantes, que também seriam obrigados a oferecer o período mínimo de um ano aos seus novos empregados.

A ver.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009



"Más que un club!". É o lema do Barcelona, equipe por onde atua o francês Thierry Henry. O presidente do clube, Joan Laporta, sabe disso, e usa o Barça como ferramenta política para legitimar a causa separatista da Catalunha perante a Espanha.

Laporta almeja o cargo máximo do governo da Catalunha e, como governante da província, ele poderia fazer valer a causa do nacionalismo catalão - movimento que exige o reconhecimento da autonomia política e cultural da região.

Apesar da insistência da direção do Barcelona, os jogadores evitam falar sobre política. Contudo, Thierry Henry em entrevista ao jornal La Vanguardia não exitou ao afirmar que a "Catalunha não é a Espanha". Laporta deve ter gostado do que disse o jogador, que sequer é espanhol.

Os catalães renegam a Espanha e lutam pela autonomia, por uma federação independente. Segundo a constituição da União Européia, nenhum país que se originou de outro, que já fazia parte da Comunidade será aceito no bloco. Então, se independente, a Catalunha (com seus 7 milhões de habitantes) estaria isolada no meio de gigantes econômicos, sem perspectiva de prosperidade financeira.

E o Barça, continuará na Liga se isso acontecer? Creio que não, pois não é interessante economicamente, nem esportivamente que um dos maiores clubes do mundo se ausente do campeonato espanhol. Laporta também sabe disso.

Como sabe também, que enquanto renega a Espanha como país, continua a receber a verba mensal que a União provém para todas as províncias espanholas. Que será da Catalunha sem a mesada?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009



Por André Rossi

"Promulgo, con todo mi corazón y mi compromiso con el pueblo, y juro al pueblo que no le fallaré, la enmienda numero uno de la Constitución Bolivariana. ¡Viva el pueblo!" Com essas palavras, Hugo Rafael Chávez Frias, nesta sexta-feira, assumiu seu compromisso com o povo venezuelano, ao mesmo tempo em que assinava a ata da emenda que lhe permitirá candidatar-se ilimitadamente para o cargo máximo de seu país.

Ao vivo pela cadeia nacional de televisão e rádio, Chávez afirmou que está "pronto para dar continuidade a Revolução, se assim quiser o povo". Após reiterar, o político e militar venezuelano argumentou que só sua permanência no poder garantirá a continuidade no processo de reformas no país, que dirige desde 1999. Segundo ele, a insegurança e a falta de habitações populares ainda são os males da Venezuela.

Confiante, o presidente disse ainda que derrotará qualquer candidato da oposição na próxima eleição, em 2012.

Apesar do cunho democrático que palavras como eleição e referendo possuem, não se pode esquecer que Chávez maneja, de forma inescrupulosa, o poderio militar venezuelano. Esse tipo de regime é chamado de Aliberal. Legitimado democraticamente, mas que frequentemente ignora os limites constitucionais a seu poder, e despojam os cidadãos de direitos e liberdades.

Creio que Chávez tem um plano, que é instalar uma ditadura à la Cuba, fora da ilha de Fidel e Raúl. Preocupa que a oposição Venezuelana ainda não tenha elaborado um plano para dificultar a vida do ditador. Ela se mostra incapaz de propôr ao país um projeto de futuro que não seja baseado nas diretrizes de seu presidente-militar. Os cidadãos, amedrontados, estão expostos ao que vier, que pode ser uma ditadura. Indefinidamente reelegível.

Fonte: El Mundo.es

sábado, 14 de fevereiro de 2009






Por André Rossi

Na Escola da Vida, ao que parece alguns espanhóis tiveram um péssimo desempenho na matéria Humanidade. Como em tal instituição não há exames, a saída é encarar o supletivo e tentar recuperar o "estudo" jogado fora. Provável que quem tenha que pagar por isso sejam os jovens estudantes da cidade de León, norte da Espanha.

A vereadora
do Bem-estar Social e Mulher da cidade, Teresa Gutiérrez, desenvolve um projeto junto a Secretaria de Educação para fundar a Escola de Igualdade Municipal. A iniciativa, que ainda passa por análise na câmara, visa apurar o senso crítico dos alunos do Ensino Secundário (Ensino Médio), para que dessa maneira eles possam "identificar situações de desigualdade e discriminação". Para Teresa, essa é uma iniciativa "muito importante".

Antes tarde do que nunca, alguns espanhóis desenvolverão (espero) um senso de humanidade, que há muito tempo lhes falta. Como a matéria não deveria ser aprendida dentro de salas de aula, e sim na vivência humana, creio que terão dificuldade.

Vamos esperar então, a primeira turma a se formar neste famigerado curso. Até lá, estrangeiros serão deportados de Barajas, latinos sofrerão preconceito dentro das fronteiras espanholas. Ah! Quase me esqueci. Os boleiros latino-americanos, que tanto trazem dinheiro e fama para seus clubes, continuarão sendo tratados como reis.

Espero que nós, latino-americanos sem bola no pé, não tenhamos que entrar numa escolinha de futebol para sermos respeitados como cidadãos do mundo.

Matrículas abertas em León. Boas aulas aos espanhóis.

Fonte El Mundo

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009




Crédito: Antonio Moreno / El Mundo
Por André Rossi

Em espanhol, "Plan Bolonia". No francês, "Plan Bologne". Os húngaros dizem "Terv Bologna", e os italianos, "Piano Bolonia". План Болонья para os russos. E para os gregos, Σχέδιο Μπολόνια. No português, "Plano de Bologna".

A expressão tornou-se muito comum no meio estudantil de muitos países europeus. Isso porque, em 1999, ministros da educação de diversos países do continente, se reuniram em Bologna (ITA), para criar o Espaço Europeu de Educação Superior. Reforma universitária esta, que visa criar um modelo de ensino competitivo a atrativo para estudantes e professores de todo mundo, por meio de adaptações curriculares, tecnológicas e financeiras. O acordo ficou popularmente conhecido por Plan Bolonia.

Você, leitor. Veja a foto acima. Clicada nesta sexta-feira (13). Ela retrata a manifestação de estudantes, que acampavam desde a noite de quinta-feira para fazer um boicote à inauguração do novo campus Ca l'Aranyó, na Faculdade de Comunicação. O protesto é reflexo da implementação do Plan Bolonia na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona. Já percebemos que algo ficou mal explicado...Então vamos lá!

O que muda?

Passa a valer um Sistema de Créditos, referente às suas horas de estudo (teórico e prático) entre faculdades de toda Europa. Com isso, você tem equivalência entre planos de estudos estrangeiros.

A formação passa a ser em dois períodos. Um de graduação, e outro de pós, chamado de Máster, que custa 2.000 Euros. Segundo dizeres oficiais, pela melhor especialização dos profissionais europeus.

Recapitalização da Universidade. Os fundos das entidades de ensino superior passam a ser geridos por iniciativas privadas. Mediantes aumento de taxas e dos créditos das matérias.

Principais críticas

Aumento das horas letivas. O estudante ficaria em tempo integral na faculdade. Críticos acreditam que com isso a universidade passaria por um processo de elitização, pois a grande carga horária inviabilizaria o trabalho. Fonte de renda para muitos estudantes. Ou seja, só estuda quem pode pagar a faculdade.

Becas estudantis e taxas. O aumento das taxas e créditos não é proporcional ao aumento das becas (bolsa estudantis).

Visão mercadológica. Os críticos acreditam que o Plan Bolonia valida os indivíduos para o mercado de trabalho europeu. Não se trata de transmitir conhecimento com aplicação social, e sim formar trabalhadores.

Argumentação favorável

O sistema de Graduação e Pós (Máster) já se aplica em toda parte do mundo. Facilitando a implementação do profissional no mercado de trabalho.

Se espera que o ingresso dos universitários no mercado de trabalho seja mais fácil. Pois os mesmos estarão reconhecidos em todos os países que participam do Plan Bolonia. Ainda mais porque as formações estarão mais focadas na demanda proveniente da sociedade.

Flexibilização de horários. Relativo ao tempo disponível de cada aluno. Os favoráveis ao plano alegam que o sistema de ensino atual de muitos países não leva em conta a disponibilidade de horários. Com o Plan Bolonia seria possível se formar com uma carga horária mínima de 40 horas semanais.

Entre argumentos favoráveis e desfavoráveis, gostaria de salientar algo que julgo importante: Antes de ser do Estado, a educação é do povo, que paga seus impostos regularmente. Qualquer medida estatal que passe por arbitrária deve ter sua finalidade debatida e posteriormente votada em referendos por todo país.

Leiam com atenção e comentem sobre o debate acima exposto. Ressalto que esse foi um panorama resumido da reação que essa nova medida causa na Europa. Muita coisa ainda vai rolar. Estamos de olho!




sábado, 7 de fevereiro de 2009




"África es gente que tiene esperanza". Concluiu o fotojornalista espanhol Ismael Martinez após lançar seu olhar sobre a África, numa sessão de fotos por Benin e Togo, países do oeste do continente. O trabalho realizado faz parte de uma série de homenagens ao jornalista polaco, Ryszard Kapuściński, falecido em 2007.

Ganhador do Prêmio Príncipe de Astúrias, em 2003, e apontado na Polônia como o melhor jornalista do século XX, Ryszard acreditava que "o sorriso é o melhor caminho para vencer a primeira resistência até o outro". Inspirado pelo cunho humanístico das palavras do renomado comunicador, Martinez clicou a vitalidade e o cotidiano dos moradores da região. O resultado é a exposição "La sonrisa de África", que está em cartaz na Casa Revilla, em Valladolid (ESP).

Sem pagar nada, o visitante pode observar as belas fotos obtidas ao longo da jornada do espanhol pela África, ao som ambiente de músicas típicas do folclore local.

Martinez foi à fundo na essência do jornalismo. Por meio das fotos, transmitiu a autêntica e verdadeira imagem do continente africano, e não uma coleção de estereótipos.

Por André Rossi.

Acompanhe na íntegra as fotos da exposição "La sonrisa de África".
http://www.flickr.com/photos/cadenciabrasuca/

Confira também o Fotolog do Cadência brasuca.
http://www.fotolog.com/cadenciabrasuca

domingo, 4 de janeiro de 2009

Pode chegar, cadenciando!




Olá, amigos do Cadência brasuca.

Para este primeiro post vou me apresentar. Afinal, este é um projeto solo.
Me chamo André Rossi de Oliveira Ribeiro. Assino como André Rossi.
Comemoro meu aniversário no dia 15 de julho. Portanto tenho 20 anos. Destes, 20 como palmeirense apaixonado, 18 como estudante, meio como vestibulando e três anos como estudante de comunicação social e jornalista.

Colecionei algumas experiências no jornalismo. Poucas por sinal, mas todas extremamente enriquecedoras para esta breve carreira. Dos meus quatro principais trabalhos, três deles foram na área do jornalismo esportivo. Dois deles com futebol e outro com surfe (esporte que me interessa muito, não só pela prática como pela cobertura jornalística). Colaborei com um jornal de publicação mensal no bairro de Vila Mariana, São Paulo, Brasil. Onde moro atualmente.

Vamos falar do Cadência brasuca - do Samba ao Flamenco. A idéia da criação deste blog surgiu de um momento ocioso (ideal para grandes sacadas). Viajarei para Valladolid, Espanha, no próximo dia 30 de janeiro. Prontamente matriculado no curso de Jornalismo (Periodismo), da Universidade de Valladolid para as turmas de fevereiro, pretendo não só executar com sucesso este projeto acadêmico, como também exercer uma atividade profissional. Sem remuneração, mas independente. Tudo isso pelo ofício jornalístico.

Meu obejtivo é postar e comentar os fatos que estão ocorrendo por lá. Com uma linguagem atrativa para todos se identifiquem com as matérias que serão elaboradas. Ou seja, foco na Espanha, e texto para o mundo. Política, esportes, cultura, economia, diversão, comportamento...o Cadência tratará de todas estas editorias com uma linguagem própria, com um jeito brasileiro, curioso, investigativo e descontraído, ou seja, numa cadência mais brasuca.