

Crédito: Antonio Moreno / El MundoPor André Rossi
Em espanhol, "Plan Bolonia". No francês, "Plan Bologne". Os húngaros dizem "Terv Bologna", e os italianos, "Piano Bolonia". План Болонья para os russos. E para os gregos, Σχέδιο Μπολόνια. No português, "Plano de Bologna".
A expressão tornou-se muito comum no meio estudantil de muitos países europeus. Isso porque, em 1999, ministros da educação de diversos países do continente, se reuniram em Bologna (ITA), para criar o Espaço Europeu de Educação Superior. Reforma universitária esta, que visa criar um modelo de ensino competitivo a atrativo para estudantes e professores de todo mundo, por meio de adaptações curriculares, tecnológicas e financeiras. O acordo ficou popularmente conhecido por Plan Bolonia.
Você, leitor. Veja a foto acima. Clicada nesta sexta-feira (13). Ela retrata a manifestação de estudantes, que acampavam desde a noite de quinta-feira para fazer um boicote à inauguração do novo campus Ca l'Aranyó, na Faculdade de Comunicação. O protesto é reflexo da implementação do Plan Bolonia na Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona. Já percebemos que algo ficou mal explicado...Então vamos lá!
O que muda?
Passa a valer um Sistema de Créditos, referente às suas horas de estudo (teórico e prático) entre faculdades de toda Europa. Com isso, você tem equivalência entre planos de estudos estrangeiros.
A formação passa a ser em dois períodos. Um de graduação, e outro de pós, chamado de Máster, que custa 2.000 Euros. Segundo dizeres oficiais, pela melhor especialização dos profissionais europeus.
Recapitalização da Universidade. Os fundos das entidades de ensino superior passam a ser geridos por iniciativas privadas. Mediantes aumento de taxas e dos créditos das matérias.
Principais críticas
Aumento das horas letivas. O estudante ficaria em tempo integral na faculdade. Críticos acreditam que com isso a universidade passaria por um processo de elitização, pois a grande carga horária inviabilizaria o trabalho. Fonte de renda para muitos estudantes. Ou seja, só estuda quem pode pagar a faculdade.
Becas estudantis e taxas. O aumento das taxas e créditos não é proporcional ao aumento das becas (bolsa estudantis).
Visão mercadológica. Os críticos acreditam que o Plan Bolonia valida os indivíduos para o mercado de trabalho europeu. Não se trata de transmitir conhecimento com aplicação social, e sim formar trabalhadores.
Argumentação favorável
O sistema de Graduação e Pós (Máster) já se aplica em toda parte do mundo. Facilitando a implementação do profissional no mercado de trabalho.
Se espera que o ingresso dos universitários no mercado de trabalho seja mais fácil. Pois os mesmos estarão reconhecidos em todos os países que participam do Plan Bolonia. Ainda mais porque as formações estarão mais focadas na demanda proveniente da sociedade.
Flexibilização de horários. Relativo ao tempo disponível de cada aluno. Os favoráveis ao plano alegam que o sistema de ensino atual de muitos países não leva em conta a disponibilidade de horários. Com o Plan Bolonia seria possível se formar com uma carga horária mínima de 40 horas semanais.
Entre argumentos favoráveis e desfavoráveis, gostaria de salientar algo que julgo importante: Antes de ser do Estado, a educação é do povo, que paga seus impostos regularmente. Qualquer medida estatal que passe por arbitrária deve ter sua finalidade debatida e posteriormente votada em referendos por todo país.
Leiam com atenção e comentem sobre o debate acima exposto. Ressalto que esse foi um panorama resumido da reação que essa nova medida causa na Europa. Muita coisa ainda vai rolar. Estamos de olho!
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