

Por André Rossi
"Promulgo, con todo mi corazón y mi compromiso con el pueblo, y juro al pueblo que no le fallaré, la enmienda numero uno de la Constitución Bolivariana. ¡Viva el pueblo!" Com essas palavras, Hugo Rafael Chávez Frias, nesta sexta-feira, assumiu seu compromisso com o povo venezuelano, ao mesmo tempo em que assinava a ata da emenda que lhe permitirá candidatar-se ilimitadamente para o cargo máximo de seu país.
Ao vivo pela cadeia nacional de televisão e rádio, Chávez afirmou que está "pronto para dar continuidade a Revolução, se assim quiser o povo". Após reiterar, o político e militar venezuelano argumentou que só sua permanência no poder garantirá a continuidade no processo de reformas no país, que dirige desde 1999. Segundo ele, a insegurança e a falta de habitações populares ainda são os males da Venezuela.
Confiante, o presidente disse ainda que derrotará qualquer candidato da oposição na próxima eleição, em 2012.
Apesar do cunho democrático que palavras como eleição e referendo possuem, não se pode esquecer que Chávez maneja, de forma inescrupulosa, o poderio militar venezuelano. Esse tipo de regime é chamado de Aliberal. Legitimado democraticamente, mas que frequentemente ignora os limites constitucionais a seu poder, e despojam os cidadãos de direitos e liberdades.
Creio que Chávez tem um plano, que é instalar uma ditadura à la Cuba, fora da ilha de Fidel e Raúl. Preocupa que a oposição Venezuelana ainda não tenha elaborado um plano para dificultar a vida do ditador. Ela se mostra incapaz de propôr ao país um projeto de futuro que não seja baseado nas diretrizes de seu presidente-militar. Os cidadãos, amedrontados, estão expostos ao que vier, que pode ser uma ditadura. Indefinidamente reelegível.
Fonte: El Mundo.es
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