
Por André Rossi
O dia 1 de janeiro nunca amanheceu tão coberto de esperança, como no ano de 1959, em Havana, Cuba. Esperança em um jovem advogado de 33 anos, líder da luta armada que derrubou 0 regime totalitário cubano, este financiado pelo capital norte-americano. Cada feixe de luz que resplandecia no céu de La Habana, representava a fé de milhões de cubanos na mudança dos rumos do país.
Entretanto, acima de qualquer aspiração democrática, Fidel Castro quis dirigir os destinos de Cuba sozinho. Sem que ninguém fizesse a ele como ele fez com Fulgêncio Baptista. E para consolidar o poder absoluto, o abnegado leitor de Marx optou pelo Comunismo.
Depois de 50 anos do vendaval castrista, Cuba segue em um regime falido, que gira em torno da enfermidade de um só homem e seu "irmão fantoche" Raúl Castro. Implacável com oposicionistas, o velho ditador não admite contrariedades. Paga-se caro por contestar-lo. Por conta disso, o fazem longe da Ilha de Cuba.
A Associação Espanhola Cuba em Transição e a Associação de Iberoamericanos pela Liberdade procuram apoio oposicionista ao regime castrista no exterior. Os órgãos exigem que as democracias de todo o mundo "denunciem os crimes" cometidos pelo exército tirânico entre 18 e 20 de março, do ano de 2003. Na ocasião, 75 democratas cubanos foram presos sob as ordens de Fidel Castro. O episódio ficou mundialmente conhecido como "Primavera Negra".
O episódio e o fato dos presos políticos continuarem no cárcer, mesmo após seis anos, fez com que as instituições oposicionistas ao regime castrista promovessem um abaixo assinado. Assinado por milhões de cubanos, o documento pede que as grandes democracias do globo "apoiem explicitamente a oposição cubana e demandem com energia a liberdade de todos os cubanos".
O manifesto, que contém assinaturas de importantes artistas, escritores e intelectuais, será entregue a presidentes e chefes de estado de países como Espanha, França, Alemanha, Itália, República Checa, Suécia, Chile, Colômbia, Estados Unidos, entre outros.
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