quarta-feira, 25 de março de 2009



Por André
Rossi

O dia 1 de
janeiro nunca amanheceu tão coberto de esperança, como no ano de 1959, em Havana, Cuba. Esperança em um jovem advogado de 33 anos, líder da luta armada que derrubou 0 regime totalitário cubano, este financiado pelo capital norte-americano. Cada feixe de luz que resplandecia no céu de La Habana, representava a fé de milhões de cubanos na mudança dos rumos do país.

Entretanto, acima de qualquer aspiração democrática,
Fidel Castro quis dirigir os destinos de Cuba sozinho. Sem que ninguém fizesse a ele como ele fez com Fulgêncio Baptista. E para consolidar o poder absoluto, o abnegado leitor de Marx optou pelo Comunismo.

Depois de 50 anos do vendaval
castrista, Cuba segue em um regime falido, que gira em torno da enfermidade de um só homem e seu "irmão fantoche" Raúl Castro. Implacável com oposicionistas, o velho ditador não admite contrariedades. Paga-se caro por contestar-lo. Por conta disso, o fazem longe da Ilha de Cuba.

A Associação Espanhola Cuba em Transição e a Associação de
Iberoamericanos pela Liberdade procuram apoio oposicionista ao regime castrista no exterior. Os órgãos exigem que as democracias de todo o mundo "denunciem os crimes" cometidos pelo exército tirânico entre 18 e 20 de março, do ano de 2003. Na ocasião, 75 democratas cubanos foram presos sob as ordens de Fidel Castro. O episódio ficou mundialmente conhecido como "Primavera Negra".

O episódio e o fato dos presos políticos continuarem no
cárcer, mesmo após seis anos, fez com que as instituições oposicionistas ao regime castrista promovessem um abaixo assinado. Assinado por milhões de cubanos, o documento pede que as grandes democracias do globo "apoiem explicitamente a oposição cubana e demandem com energia a liberdade de todos os cubanos".

O manifesto, que contém assinaturas de importantes artistas, escritores e intelectuais, será entregue a presidentes e chefes de estado de países como Espanha, França, Alemanha, Itália, República Checa, Suécia, Chile, Colômbia, Estados Unidos, entre outros.

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terça-feira, 17 de março de 2009


O governo do Marrocos está descontente com a atuação dos representantes da comunidade islâmica na Espanha, e considera que é necessária uma reforma urgente na Comissão Islâmica, orgão de representação muçulmana no país. Dessa maneira, o Conselho da comunidade marroquina organizou, na cidade magrebe de Fez, um ambicioso debate internacional sobre o status jurídico do Islã na Europa.

A Comissão Islâmica foi criada por Mohamed VI, rei do Marrocos e representante da dinastia dominante no país, a alauí. Chefiado por Abdellah Boussouf, o órgão, que tem como função defender os interesses marroquinos no exterior, crê em uma grande discrepância entre as leis que garantem a liberdade do culto religioso e a realidade vivida pela comunidade muçulmana.

Na Espanha

Bossouf acredita que, no caso espanhol, é preciso uma profunda reforma na Comissão Islâmica da Espanha, que é composta por duas federações: a União de Comunidades Islâmicas da Espanha e a Federação Espanhola de Entidades Religiosas Islâmicas. O marroquino defende que os muçulmanos "necessitam de um órgão mais democrático". Afirmou até que estas duas instituições "não representam ninguém".

Acontece que as duas federações não possuem uma boa relação entre si, o que paralisa as ações do órgão representante do Islã na Espanha. A situação é vista como "insustentável".

Para o governo marroquino, os muçulmanos que vivem na Espanha deveriam escolher seus líderes por meio de uma eleição de cunho democrático. Outra crítica é dirigida ao arcaico modelo de gestão dos assuntos islâmicos no país. Ou seja, a federações não conseguem atender com êxito, aos anseios de 742.482 muçulmanos no país.

Modelos em estudo

A Comissão Islâmica da Espanha estuda alguns projetos para solucionar a crise.

Elaborar um censo eleitoral para que cada muçulmano conte como um voto ou que a votação seja feita por comunidades islâmicas, sendo que cada uma delas escolheria seu representante.

Outra medida, sugeria pelo especialista em comunidades islâmicas, Ivan Jiménez-Aybar, se constitui em que as comunidades islâmicas elejam seus líderes de maneira autônoma, para que depois seja feita uma segunda eleição entre os então eleitos. O vencedor seria o presidente e teria o auxílio de um vice-presidente. A novo órgão seria chamado de Conselho Nacional.

sexta-feira, 13 de março de 2009



Lembra do "cayuco" do Post abaixo? O que chegou na costa espanhola com 64 pessoas de origem africana e foi interceptado pela polícia de fronteira? Então, na madrugada desta sexta-feira (13) dois prisioneiros fugiram do Centro de Internação Temporária de Estrangeiros do sul de Tenerife, onde estavam instalados após serem capturados.

Segundo o sindicato da Comissão do Corpo Nacional de Polícia o local onde os imigrantes estão retidos "não reúne as mínimas condições de segurança para abrigar detidos".

A polícia acredita que fugitivos sejam os mentores da vinda do grupo no "cayuco" e que tenham a ficha suja por terem cometido delitos graves. Os dois fugitivos são considerados foragidos.

terça-feira, 10 de março de 2009


Por André Rossi

Na última terça-feira (10), a polícia provinciana de Santa Cruz de Tenerife interceptou um bote com 64 pessoas, de origem africana subsahariana que, na ilegalidade, tentavam chegar em território espanhol. Os imigrantes se encontravam em bom estado de saúde.

As autoridades espanholas estão acostumadas a lidar com tentativas frustradas de pessoas que, por diversos motivos, procuram viver no país de maneira ilegal. Frequentemente os chamados "cayucos" (botes) chegam na costa espanhola ao alcance da vista da guarda marítima. Há os que passam desapercebidos. É com estes que a polícia se preocupa. E a população também.

Segundo pesquisa publicada pelo CIS (Centros de Investigaciones Sociológicas), a Imigração é um dos maiores problemas da Espanha. Contudo, quando perguntados qual problema lhes afetava particularmente, a Imigração não figurou nem entre os dez primeiros. Estranho.

Apesar de a Espanha ser o segundo país que mais recebe turistas na Europa (depois da França), os espanhóis ainda estranham essa invasão de estrangeiros, que se resulta em um fenômeno novo por aqui. Durante a Guerra Civil que acabou se configurando numa ditadura militar até 1979, o país quase nunca recebia estrangeiros. Assim que após a abertura política a Espanha passou a ser um dos locais mais procurados para fazer turismo, trabalhar e viver.

Parcelas da sociedade também se mobilizam contra o fato. Os extremistas nazi-fascistas justificam sua aversão por meio da violência. Os moderados criticam e muitas vezes se dizem "indiferentes" à presença do estrangeiro.

É um problema social muito sério por aqui. De antemão afirmo que qualquer atitude violenta deve ser rechaçada. E que os espanhóis não se esqueçam de duas coisas: que a Indústria do Turismo tem responsabilidade considerável na economia espanhola e que enquanto questões fronteiriças representarem juízo de valor, haverá desigualdade social.

Confira o Hot Site do jornal El Mundo sobre Imigração. Com excelência jornalística, esta equipe de repórteres conseguiu englobar todas as questões referentes ao tema.
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sexta-feira, 6 de março de 2009





Ronaldo marcou época durante sua passagem pelo futebol da Espanha. De Barcelona a Madrid, o atacante encantou os exigentes torcedores espanhóis, conquistou a imprensa com seus lances inacreditáveis, conquistou títulos e marcou gols geniais.

Na última segunda-feira, uma polêmica tornou o golaço de Ronaldo contra o Compostela, marcado em 1997, no gol mais falado por todos os cantos do país.

Na ocasião, o camisa 9 do Barça deixou pra trás nada menos que seis ou sete defensores para balançar as redes adversárias. Após o lance, Robson, treinador do Barça, levou as mãos à cabeça e disse para seus auxiliares do banco de reservas: "Vocês viram o mesmo que eu?". Estava pasmo. Tamanha obra de arte que Ronaldo fora capaz de realizar.

Astuciosa, a Nike, ciente do potencial publicitário agregado ao lance, tratou de comprar os direitos da imagem junto à Federação Espanhola de Futebol. Após desembolsar a quantia de 31.372 euros, a fabricante de material esportivo produziu um comercial com o lance.

Ronaldo, claro, cedeu seus direitos ao seu patrocinador e liberou a veiculação das imagens. Contudo, a Nike esqueceu de pedir autorização aos jogadores do Compostela, que tentaram parar Ronaldo de todas as maneiras, se estes venderiam suas imagens. Resultado: os jogadores entraram na justiça contra a marca.

O veredito saiu na última segunda-feira. Após relatar que o comercial somente se concentrava em Ronaldo, "cuja destreza e habilidade são capazes de fazer lances magníficos, com potencial de vendagem publicitária" e que as imagens "não afetam a dignidade e carreira profissional dos jogadores, o júri deu ganho de causa à Nike. Sem indenização.

Que golaço do Fenômeno! E que vitória da Nike no Tribunal.

quarta-feira, 4 de março de 2009


Por André Rossi

exatos 60 anos, os alemães de Hitler protagonizaram a maior barbárie já vista na história da humanidade. Ao todo, seis milhões de judeus morreram nas mãos dos nazistas, em campos de concentração, como Auschwitz (foto). Como veremos nas próximas linhas, o Holocausto está mais enraizado do que acreditamos.

A empresa alemã Schaeffler, especializada na fabricação de equipamentos para carros se viu envolvida em um escândalo desde a última terça-feira. Isso porque, de acordo com uma investigação realizada pela cadeia televisiva alemã, a Spiegel TV, a empresa alemã utilizou cabelo de vítimas de Auschwitz na produção têxtil de utensílios para automóveis.

A acusação deixa o Governo alemão em situação complicada. Isso porque a companhia pediu ajuda de custo à União para sair da delicada situação econômica, e dessa maneira manter a produção e os 220.000 empregos gerados na fábrica.

De acordo com Jack Lachendro, sub-diretor do Museu do Holocausto, em Auschwitz, foram encontrados nas dependências da Schaffler 1,5 de toneladas de cabelos cortados de prisioneiros judeus, antes que os mesmos percorressem o caminho sem volta das câmaras de gás. Lachendro também mostrou uma trouxa com roupas, supostamente fabricadas com cabelo humano.

De acordo com registros de antigos operários da fábrica, dois vagôes carregados com pelos humanos chegaram aos porões da Schaeffler no ano de 1943. Após análise, constatou-se que a "matéria-prima" continha vestígios de Zyclon B, o gás usado nas câmaras de gás.

Em 1946, ao término da guerra, os irmãos Schaeffler optaram por transferir a sede em Kietrz para a Baviera. E, conforme consta na documentação "oficial", a mesma foi fundada no mesmo ano. Ou seja, a fábrica não considera os anos anteriores.

terça-feira, 3 de março de 2009


Fonte: INEM / El Mundo

Em pesquisa divulgada, nesta segunda-feira (2), pelo INEM (Servicio Público de Empleo Estatal), constatou-se que a onda de desemprego que atinge a Espanha não para de aumentar. As expectativas são péssimas e, para o especialistas, a crise fará com que o quadro fique ainda pior.

Fevereiro atingiu números recordes. Só neste mês 150.000 pessoas foram despedidas. Se acrescido ao número bruto, são 3,5 milhões de espanhóis desempregados. Desde o início da crise econômica que tem molestado a economia global, a situação nunca esteve tão nefasta.

Se a crise afeta toda o Bloco europeu, a Espanha, em especial, é a mais prejudicada. O continente possui uma média de 14% de Paro - em português, desemprego. Enquanto a Europa ostenta a metade da marca, logo 7%.

Com o objetivo de encontrar medidas urgentes para conter o Paro, a Comissão de Seguimento do Diálogo Social da Espanha, que é composta por parte do Governo, sindicatos e empresários, se reuniu nesta segunda pela manhã.

Uma das medidas votadas é o incetivo às empresas para contratarem trabalhadores desempregados. A verba de assistência às pessoas sem emprego seria destinada aos contratantes, que também seriam obrigados a oferecer o período mínimo de um ano aos seus novos empregados.

A ver.