sábado, 14 de fevereiro de 2009






Por André Rossi

Na Escola da Vida, ao que parece alguns espanhóis tiveram um péssimo desempenho na matéria Humanidade. Como em tal instituição não há exames, a saída é encarar o supletivo e tentar recuperar o "estudo" jogado fora. Provável que quem tenha que pagar por isso sejam os jovens estudantes da cidade de León, norte da Espanha.

A vereadora
do Bem-estar Social e Mulher da cidade, Teresa Gutiérrez, desenvolve um projeto junto a Secretaria de Educação para fundar a Escola de Igualdade Municipal. A iniciativa, que ainda passa por análise na câmara, visa apurar o senso crítico dos alunos do Ensino Secundário (Ensino Médio), para que dessa maneira eles possam "identificar situações de desigualdade e discriminação". Para Teresa, essa é uma iniciativa "muito importante".

Antes tarde do que nunca, alguns espanhóis desenvolverão (espero) um senso de humanidade, que há muito tempo lhes falta. Como a matéria não deveria ser aprendida dentro de salas de aula, e sim na vivência humana, creio que terão dificuldade.

Vamos esperar então, a primeira turma a se formar neste famigerado curso. Até lá, estrangeiros serão deportados de Barajas, latinos sofrerão preconceito dentro das fronteiras espanholas. Ah! Quase me esqueci. Os boleiros latino-americanos, que tanto trazem dinheiro e fama para seus clubes, continuarão sendo tratados como reis.

Espero que nós, latino-americanos sem bola no pé, não tenhamos que entrar numa escolinha de futebol para sermos respeitados como cidadãos do mundo.

Matrículas abertas em León. Boas aulas aos espanhóis.

Fonte El Mundo

Um comentário:

  1. Não seria má idéia termos isso no Brasil. Não sei se o pior é a falta de educação ou a hipocrisia.

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