
Por André Rossi
Caros. Este post não tratará de temas decorrentes do noticiário europeu - conforme costumo fazer por aqui. Tampouco de experiências por mim vividas ao longo de minha temporada na Europa. Este texto - que dentro de alguns parágrafos se tornará opinativo - é dedicado a um tema de relevância para nós brasileiros, e para nossa democracia que, em minha opinião, caminha a passos tímidos para o amadurecimento e a plenitude.
Nesta última quarta-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF), enfim, votou sobre a necessidade da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. O resultado: por oito votos a um, o STF decidiu por derrubar o decreto-lei 972 - datado em 1969 - que, entre outras coisas, exige a diplomação específica para a prática do ofício jornalístico.
Creio que o STF - presidido por Gilmar Mendes - acertou ao votar pela extinção da obrigatoriedade. Creio, pois acredito que o ofício de jornalista está baseado na liberdade, tanto pessoal como de expressão. E também na sensibilidade apurada para a captação do fato de interesse público. Por natureza, o jornalista expressa-se intelectualmente, utilizando-se de seu conhecimento humano. Conhecimento esse que não é garantido pelo diploma.
Não se pode privar nenhum criador de transmitir a sua criação. Ainda mais com um decreto retrógrado - que vigorava desde o período ditatorial brasileiro -, como o decreto-lei 972, que ao exigir a obrigatoriedade do diploma cerceia a liberdade de expressão e entra em conflito com o artigo 5° da Constituição Federal de 1988, onde costa: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Outra questão é que temos ótimos exemplos de autores que frequentemente assinam as páginas de nossos principais jornais, e que não possuem diploma de jornalista. Economistas, sociólogos, advogados, especialistas na área da saúde, entre outros. A sociedade não pode ser privada do acesso ao conhecimento que esses profissionais tem a lhe oferecer.
Sobre o diploma, - o qual também estou em vias de obter, pois estudo jornalismo - creio que ele está ainda mais agregado de valor após tal medida. Graduar-se no curso de jornalismo significa que, ao menos, o aluno teve contato com os pressupostos teóricos e técnicos que a profissão requer. E sem tais requisitos, sem estar apto, o profissional não se sustenta dentro de uma redação jornalística séria.
Entendo os meios de comunicação como empresas, onde seu principal produto é o texto jornalístico, o fato, que bem apurado vira uma boa matéria ou reportagem. E os meios de comunicação, na condição de empresas, visam o lucro. Para obtê-lo é preciso oferecer ao público produtos bons, de qualidade, sem defeitos. E os donos dos meios de comunicação sabem que a faculdade de jornalismo tem grande influência no processo de formação de novos profissionais, contribuindo, e muito, para a aprimoramento de técnicas na produção de conteúdo jornalístico de qualidade. Ou seja: de acordo com minha opinião, um bom profissional sempre terá espaço cativo no mercado de trabalho. E será valorizado por possuir um diploma de jornalista.
Pelas razões expostas acima, creio que demos um passo importante rumo ao amadurecimento intelectual da imprensa e democracia brasileiras.
Nesta última quarta-feira (17), o Supremo Tribunal Federal (STF), enfim, votou sobre a necessidade da obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. O resultado: por oito votos a um, o STF decidiu por derrubar o decreto-lei 972 - datado em 1969 - que, entre outras coisas, exige a diplomação específica para a prática do ofício jornalístico.
Creio que o STF - presidido por Gilmar Mendes - acertou ao votar pela extinção da obrigatoriedade. Creio, pois acredito que o ofício de jornalista está baseado na liberdade, tanto pessoal como de expressão. E também na sensibilidade apurada para a captação do fato de interesse público. Por natureza, o jornalista expressa-se intelectualmente, utilizando-se de seu conhecimento humano. Conhecimento esse que não é garantido pelo diploma.
Não se pode privar nenhum criador de transmitir a sua criação. Ainda mais com um decreto retrógrado - que vigorava desde o período ditatorial brasileiro -, como o decreto-lei 972, que ao exigir a obrigatoriedade do diploma cerceia a liberdade de expressão e entra em conflito com o artigo 5° da Constituição Federal de 1988, onde costa: “É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”.
Outra questão é que temos ótimos exemplos de autores que frequentemente assinam as páginas de nossos principais jornais, e que não possuem diploma de jornalista. Economistas, sociólogos, advogados, especialistas na área da saúde, entre outros. A sociedade não pode ser privada do acesso ao conhecimento que esses profissionais tem a lhe oferecer.
Sobre o diploma, - o qual também estou em vias de obter, pois estudo jornalismo - creio que ele está ainda mais agregado de valor após tal medida. Graduar-se no curso de jornalismo significa que, ao menos, o aluno teve contato com os pressupostos teóricos e técnicos que a profissão requer. E sem tais requisitos, sem estar apto, o profissional não se sustenta dentro de uma redação jornalística séria.
Entendo os meios de comunicação como empresas, onde seu principal produto é o texto jornalístico, o fato, que bem apurado vira uma boa matéria ou reportagem. E os meios de comunicação, na condição de empresas, visam o lucro. Para obtê-lo é preciso oferecer ao público produtos bons, de qualidade, sem defeitos. E os donos dos meios de comunicação sabem que a faculdade de jornalismo tem grande influência no processo de formação de novos profissionais, contribuindo, e muito, para a aprimoramento de técnicas na produção de conteúdo jornalístico de qualidade. Ou seja: de acordo com minha opinião, um bom profissional sempre terá espaço cativo no mercado de trabalho. E será valorizado por possuir um diploma de jornalista.
Pelas razões expostas acima, creio que demos um passo importante rumo ao amadurecimento intelectual da imprensa e democracia brasileiras.
Fala Barney!
ResponderExcluirÓtimo post mano, apesar de eu ter uma opinião um pouco diferente!
É nois sempre brother...saudades
Abração!
Fala, Felipão.
ResponderExcluirGostaria de ouvir sua opinião sobre o assunto. Me escreva, ou deixe aqui seu parecer. Assim poderíamos criar um canal de discussão, o que é sempre bem-vindo.
Abraços!
Gabeh,
ResponderExcluirassino em baixo com todas as letras. Não estou preocupada e muito menos achando que fiz mal em cursar jornalismo. Onde o diploma não é obrigatório, os diplomados se destacam e MUITO! Basta fazer por merecer! Antes de jornalismo, nos formamos em comunicação social e somos nós que sabemos a melhor maneira de passar aquela informação escrita pelo economista, advogado ou quem mais vier! E QUE VANHAM mesmo! Precisamos deles. Mas jornalistas, só nós: os diplomados!
Beijão!
Já que só temos opiniões a favor do decreto eu vim dar a minha opinião contra.
ResponderExcluirAcredito que a não obrigatoriedade do diploma tira em grande parte a nossa credibilidade. Ouvi muita gente dizer que a nossa profissão não tem as mesmas responsabilidades da profissão de um médico, por exemplo, e por isso a não existe a necessidade de um diploma. Eu discordo totalmente.
Acredito que temos grandes responsabilidades com relação a formação de opinião pública e a mídia já se mostrou até capaz de "eleger" um presidente – no caso Collor.
Como informadores e formadores de opinião acho que a nossa responsabilidade é grande, tão grande que a exigência do diploma faz total sentido, o que não muda o fato de termos péssimos jornalistas formados, mas ai a discussão já é outra!
Beijus!
Concordo com a Ana. A nossa profissão deve ser respeitada tanto como as outras.
ResponderExcluirA grande questão é: será que a partir de hoje os jornalistas FORMADOS vão ser melhores que os NÃO FORMADOS, em outras palavras, vão ter maior espaço?
Olá a todos!
ResponderExcluirHenrique, eu não encaro a medida como um ato desrespeitoso para com nossa profissão. Ela é sim muito respeitada na minha opinião. Se não fosse assim não teríamos a responsabilidade que temos hoje. De, como disse a Ana acima, formar opiniões.
Se os jornalistas FORMADOS serão melhores e mais bem vistos que os NÃO FORMADOS é uma questão relativa, que leva em consideração muitas coisas. Eu acredito que a principal delas seja a quantidade de recursos adquiridos dentro da faculdade e a vontade, pessoal, de crescer e se destacar dentro da profissão.
Creio que a medida não prejudica os jornalistas formados. Só os valoriza dentro do mercado de trabalho.
E onde fica a nossa credibilidade? Como o público vai saber se realmente sabemos sobre o que estamos falando e se aquela apuração foi feita corretamente.
ResponderExcluirAcho que o grande problema é a credibilidade e mais que isso o ensino do jornalismo no país hoje que vem sendo feito de forma medíocre por muitas universidades.
Acho que essa discussão é muito maior do que apenas "vamos perder nossos postos de trabalho para outros". Acho que vai mais além. Acho que ao final o maior prejudicado é o público, por isso discordo plenamente da decisão do STF.
Aninha, diploma não traz credibilidade. Observando nossos próprios colegas de classe/trabalho e pior, até mesmo professores diplomados se mostram péssimos exemplos e cegos diante do poder da nossa profissão. Não é um pedaço de papel que traz a ética, ela vem com a formação pessoal. É óbvio que eu sou completamente a favor do diploma e acho sim que nossa profissão seria valorizada (EM PARTES, já que em qualquer esquina se consegue um diploma). Mas acho que a obrigatoriedade do diploma acarretaria em situações muito mais prejudiciais do que a não obrigatoriedade. Minha esperança está nos grandes veículos de comunicação em continuar exigindo formação e permitindo que outras pessoas, que às vezes sabem mais sobre determinados assuntos do que os próprios jornalistas, continuem se manifestando! Eu estudo jornalismo e não economia. Reconheço que alguém saiba abordar melhor esse tema do que eu. E esse alguém vai escrever um artigo e não assumir uma redação, ser produtor ou editor-chefe de um puta jornal! Basta que saibamos separar as coisas...
ResponderExcluirE acabo de notar que no meu primeiro comentário escrevi "EM BAIXO" e não EMBAIXO. hahahahaha!
ResponderExcluirFala Gaabeeh!!!
ResponderExcluirBoa discussão meu brother!
Realmente o seu ponto tem embasamento!
E digo mais, quem vai trabalhar com jornalismo realmente nunca precisou obrigatoriamente de diploma. Se o cara for bom ele vai se destacar! Com ou sem!
Porém é válido o período de 4 anos estudando!
É um diferencial que a gente tem dos que nao fizeram jornalsimo!
Tem uns aí *Benjamin Back* que nem jornalista é, escrevendo então. Péssimo!
Num vai mudar nada! Foi uma decisão, que assim como a repercursão nos jornais, num merece críticas pessoais a uma pessoa x ou y!
Abraxxxx
PS: da próxima vez que deixar um coment daquele no futebol paulistano, me manda o texto que eu coloco no blog! Ficou fera demais! Quase postei ele! Fui